quarta-feira, 24 de março de 2010

Lula aponta miopia seletiva da imprensa brasileira

Em mais uma dura crítica aos meios de comunicação do País, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou a imprensa de ter "predileção pela desgraça" e escrever reportagens que se resumem, quando tratam de projetos do governo federal, a uma "grande mentira". "É triste quando a pessoa tem dois olhos bons e não quer enxergar, tem a chance de escrever a coisa certa e não quer. É triste, é melancólico", disse o presidente, que participou em Brasília do Salão dos Territórios Rurais, no dia 23, solenidade cujo objetivo era debater os avanços da política territorial implementada pelo governo federal.

Não é à toa que o atual líder do PT, deputado Fernando Ferro (PE), cunhou há quatro anos a expressão PIG -Partido da Imprensa Golpista. A grande mídia brasileira continua com sua estratégia de atacar o PT, Lula e a pré-candidata do partido à Presidência da República, Dilma Rousseff. "Vou ficando triste porque fico imaginando daqui a 30 anos um estudante que tiver que fazer uma pesquisa e ficar lendo determinados tablóides, vai estudar uma grande mentira nesse País", afirmou Lula. Em outras palavras, os avanços reais do Brasil experimentados durante os dois mandatos de Lula não aparecem na imprensa nacional. Restaria ao pesquisador ler a imprensa estrangeira, que tem um outro olhar sobre os avanços do governo do PT e aliados.

Para ler mais sobre o discurso de Lula, clique aqui.
Para ouvir o discurso, clique no vídeo abaixo.
http://www.youtube.com/watch?v=klpnHJWrH24

quarta-feira, 10 de março de 2010

Blat, um promotor sob suspeita

Quem é o promotor de Justiça de São Paulo José Carlos Blat (foto), que pediu à Justiça, no dia 5, a quebra do sigilo bancário do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o bloqueio das contas da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop)? A mídia deu vazão aos ataques do procurador contra o PT, que requentou uma denúncia feita em 2006 e 2008, coincidentemente anos eleitorais, como 2010. Blat faz alarde em torno de um tema batido e tem ainda a desfaçatez de dizer que deve apresentar a denúncia à Justiça dentro de três meses, às vésperas da campanha eleitoral.
É mais um capítulo de uma história que mostra que parte da mídia está se transformando numa espécie de Comitê Gestor da campanha da oposição, com o objetivo de tentar desgastar a imagem do PT e da ministra Dilma. Não é à toa que tem surgido uma sequência de “denúncias” na mídia, umas novas, mas sem nenhuma fundamentação, outras requentadas, como a do caso Bancoop.

Mas a própria Veja, em 2006, fez uma reportagem que mostra que o procurador é suspeito de envolvimentos com bicheiros, contrabandistas. Contra o procurador de práticas não republicanas pesa ainda a suspeita de enriquecimento ilícito. Em 1998, o promotor José Carlos Blat entrou para o Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do qual foi afastado em 2004, em circunstâncias confusas. A Corregedoria o investigava por uma tentativa de livrar-se de multas no Detran e por um episódio estranho em que um carro oficial do Gaeco foi apreendido fora da cidade de São Paulo – com um criminoso ao volante. No fim de 2004, a Corregedoria do Ministério Público decidiu levar essas investigações a fundo.
A Corregedoria disse ter encontrado indícios de crimes mais graves contra o promotor...As primeiras investigações contra Blat colocaram em xeque suas ações contra desmanches de veículos roubados. Promotores afirmaram que uma seguradora de veículos indicava quais locais deveriam ser invadidos e quem deveria ser preso.

Blat também foi acusado de proteger o contrabandista chinês Law Kin Chong, preso em São Paulo. Em 2002, quando participou de uma força-tarefa antipirataria, ele teria dirigido o foco da investigação somente contra os pequenos contrabandistas, deixando Law livre para atuar. Uma advogada que trabalhava para o contrabandista visitava Blat periodicamente no Gaeco.

As investigações descobriram ainda que Blat mora num apartamento de Alfredo Parisi, que já foi condenado por bancar o jogo do bicho. Blat admite que, antes de se tornar promotor, foi sócio do filho de Ivo Noal, outro banqueiro do bicho, numa loja de conveniência.

Leia aqui a íntegra da reportagem em que o procurador é desmascarado.

Para ler a nota do PT sobre pirotecnia do procurador e dos órgão de imprensa em torno do caso Bancoop, clique aqui.


Lula defende novos atores para a solução dos conflitos no Oriente Médio

Às vésperas do início da viagem ao Oriente Médio – onde visitará Israel, Palestina e Jordânia – o presidente Lula defendeu que se pense “em novos interlocutores para a questão dos conflitos” naquela região do planeta. Lula fez esta avaliação em entrevista exclusiva à Associated Press concedida na terça-feira, 9. O presidente brasileiro rebateu, indiretamente, críticas ao papel que o Brasil pode vir a ter no processo.
“Primeiro, nós brasileiros respeitamos muito a determinação de cada país escolher quem ele quiser como negociador, como interlocutor. O que o Brasil tenta explicitar publicamente a todos os presidentes com quem conversamos, aos palestinos, a israelenses, aos árabes, aos americanos, aos europeus, é que é preciso que a gente comece a pensar em novos interlocutores para a questão dos conflitos no Oriente Médio. O Oriente Médio clama por paz, é necessário que tenha paz, e o correto seria que nós tivéssemos nas Nações Unidas a representatividade suficiente para coordenar o processo de paz e executar o processo de paz. Acontece que as Nações Unidas estão enfraquecidas, ou seja, a fotografia da geopolítica que governa as Nações Unidas hoje, no Conselho de Segurança, está muito distante do que nós precisamos”, disse.

Lula explicou que tinha duas teses para a questão. “A primeira é a seguinte: quem quer a paz no Oriente Médio? Nós temos que juntar de um lado. Depois, quem é que não quer a paz? Juntar do outro lado e começar a conversar, porque você tem gente de Israel que quer paz, você tem gente que não quer; você tem na Palestina gente que quer, gente que não quer. Você não sabe o que pensa a Síria, você não sabe o que quer o Irã, você não sabe o que quer o Catar, o que quer a Jordânia, o que querem os americanos, o que querem os franceses. Então tem que juntar todo mundo e dizer o seguinte: “Bom, vamos começar uma conversa franca, aqui, e vamos saber se a gente quer ou não quer paz no Oriente Médio”. Eu acho que não dá mais para ficar do jeito que está, sabe? Eu estou visitando agora o Oriente Médio, mas em maio eu vou visitar o Irã, e eu quero conversar com todo mundo para poder fortalecer a ideia de que através do diálogo você tem mais chance de construir uma política de paz no Oriente Médio”, afirmou.

Leia aqui a íntegra da entrevista.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Emprego cresce mais e redução da pobreza é maior em regiões mais pobres

O Brasil registrou avanços sociais significativos em todas as regiões entre 2003 e 2008, mas as maiores reduções na pobreza e a formalização mais intensa do mercado de trabalho ocorreram nos locais mais pobres do País, aponta estudo do mais recente "Boletim Regional", do Banco Central (BC). Segundo o BC, a evolução favorável do rendimento da população de baixa renda, incluindo aí os recursos dos programas de transferência do governo (como o Bolsa Família), e "o crescimento contínuo no nível de ocupação nessa mesma classe" são os aspectos que mais chamam a atenção nos últimos dois anos, contribuindo decisivamente para a melhora no quadro de distribuição de renda do país. (CLIQUE NA IMAGEM PARA VER O GRÁFICO AMPLIADO)
Um dos destaques no estudo do BC é o crescimento muito mais forte do emprego com carteira assinada do que o da ocupação total no Norte e Nordeste - as duas regiões mais pobres do país. No Norte, os postos de trabalho formais cresceram a uma taxa média anual de 6,6% entre 2003 e 2008, bem acima do 1,6% registrado pela ocupação como um todo na região. No Nordeste, os postos de trabalho formais aumentaram 5,2% ao ano no período, enquanto o emprego total avançou 1,3%. Para comparar, o Sul viu os empregos com carteira assinada subirem a uma taxa média de 4,4% no período, ante 1,4% do nível total de aumento da ocupação na região.
Leia o texto completo, do jornal Valor Econômico, aqui.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Lula rebate neoliberais e destaca papel do Estado no apoio aos desfavorecidos

Um debate superado, com gosto de “coisa mofada”, está para começar, avisou o presidente Lula em cerimônia realizada nesta terça-feira (9/2) em Governador Valadares (MG) para a inauguração de obras do PAC Saneamento e Habitação. De fato, os adversários do governo estão retomando, pela imprensa, um discurso antiquado de que o governo teria inchado o Estado.
O próprio presidente Lula afirma que questão está superada. O mercado não resolve tudo, como ficou provado na crise econômica mundial, em que países de todo o mundo recorreram ao Estado para não quebrarem, e o Estado tem o dever de se preocupar com os mais necessitados do País. Sem ele, avisou o presidente, não haveria programas como o Luz Para Todos, o ProJovem, entre outros que promoveram a inclusão social e a ascensão social de milhões de brasileiros.

“Não quero o Estado administrador, mas quero o Estado indutor e fiscalizador. (…) O Estado tem que contratar mais médico, mais agente de saúde, professores e técnicos”, disse o presidente em seu discurso. Um pouco antes, o ministro da Educação, Fernando Haddad, também reforçou a ideia, afirmando que se contratar professores é inchar a máquina, então quer mais é ver essa máquina ‘explodindo’.
Ouça aqui o discurso do presidente Lula sobre o tema.

Outras reflexões sobre o papel do Estado e a diferença entre o modo petista de governar e o dos neoliberais do PSDB e DEM (ex-PFL) podem ser lidas aqui, em artigo do professor e sociólogo Emir Sader.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Escolas técnicas federais,a maior expansão da história

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou, simbolicamente e por teleconferência, na tarde do dia 1º, 78 escolas federais de educação profissional em cidades de 19 estados de todas as regiões. Com a entrega dessas unidades, já serão 141 as escolas técnicas criadas por seu governo. Outras 99 estão em construção e devem ficar prontas até o fim do ano.
A rede federal está passando pela maior expansão de sua história. De 1909 a 2002, foram construídas 140 escolas técnicas no País. Ao fim de 2010 serão 380 instituições, que oferecerão 500.000 vagas. Os investimentos do Ministério da Educação ultrapassam R$ 1,1 bilhão.
"Esses dados comprovam a importância que o governo Lula dá à formação de jovens, que passam a ter uma profissão e expectativa de um futuro melhor", comenta o deputado André Vargas (PT-PR). "No governo FHC, encabeçado por PSDB e PFL (atual DEM), o objetivo central, na área de educação, era favorecer as escolas privadas, de nível superior ou técnico. Com o governo do PT, mudamos essa lógica perversa, com o Estado resgatando o seu papel de indutor do desenvolvimento e de políticas públicas que assegurem um futuro digno para o País", disse o parlamentar.
André Vargas frisou a importância da formação técnica, num momento em que a economia do Brasil retoma a trajetória de crescimento. "Com o crescimento projetado para os próximos anos, as escolas técnicas terão um papel estratégico", sublinhou. Vargas observou ainda que, com a exploração do petróleo e gás da camada do pré-sal o pré-sal, a necessidade de mão de obra especializada será ainda maior. "A demanda por formação continuará; por isso, nas eleições presidenciais, será preciso dar continuidade ao projeto que vem sendo implementado pelo presidente Lula".
Assista aqui o discurso do presidente Lula sobre a importância das escolas técnicas.
Para saber mais sobre a evolução do número de escolas técnicas no Brasil, clique aqui.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Diante da omissão de Serra e Kassab, Lula propõe PAC 2 contra enchentes em SP

Diante de um governador omisso e de um prefeito que só sabe lamentar o excesso de chuvas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a dinteira na ajuda às vítimas das enchentes em SP. Desde 1º de dezembro, mais de 60 pessoas morreram no estado e milhares tiveram suas casas atingidas pelas enchentes. O governador José Serra (PSDB) e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM- ex-PFL) só sabem reclamar da natureza, omitindo a falta de ação para fazer obras necessárias que diminuam o impacto das chuvas.
Num recado claro aos governantes do DEM e do PSDB, o presidente Lula disse nesta segunda-feira (25) que é necessário um esforço dos governos em todos os níveis para amenizar os efeitos causados pelas chuvas em São Paulo. O discurso foi em cerimônia na sede da prefeitura de São Paulo, que completou 456 anos. "Sabemos que o problema das enchentes não é exclusivo do prefeito. Já tivemos várias administrações aqui, inclusive do PT, e é um problema recorrente. É preciso unir esforços para resolver", afirmou o presidente.
São Paulo sofre com alagamentos desde o fim de 2009, o que tem levado moradores de regiões atingidas a protestar contra Kassab e Serra. O presidente repetiu que os problemas causados pelas chuvas acontecem desde quando chegou à capital paulista em 1956 e evitou atribuir responsabilidade pelo problema a Kassab e a Serra, pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto. De todo modo, os dois dirigentes oposicionistas preferem atribuir o problema à condições climáticas.
O governo federal fará uma nova edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o período de 2011 a 2015 e Lula declarou que quer uma reunião com Serra e Kassab para tratar das obras prioritárias para neutralizar os efeitos das chuvas.
Clique aqui para ler a íntegra do discurso so presidente Lula. E aqui para assistir ao discurso do presidente.